quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Parece que não foi só a Zara...


Mais 6 marcas estão na mira do Ministério Público do Trabalho: Ecko, Gregory, Billabong, Brooksfield, Cobra d`Água e Tyrol.


Lamentável!!! Vamos ficar de olho!


http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/08/procuradora-diz-ter-achado-mais-6-grifes-em-blitz-contra-trabalho-escravo.html

Concurso LYCRA® Future Designers: porque a moda se renova a cada dia...

Dessa vez eu venho por uma causa muito nobre... Apresentar, com muito orgulho, um projeto especialíssimo de valorização dos jovens talentos da Moda: o Concurso LYCRA® Future Designers!
Como já estamos cansados de saber, são poucas as iniciativas no mercado de Moda voltadas para a descoberta de novos talentos. Conhecemos a Casa de Criadores, o Rio Moda Hype... Mas se considerarmos a quantidade de estudantes e jovens estilistas que transbordam criatividade espalhados por aí, constatamos que o apoio, tanto do poder público quanto da iniciativa privada, deixa muito a desejar.
Felizmente, algumas marcas estão bastante dispostas a mudar essa realidade! E a LYCRA® é uma delas! 

O Concurso LYCRA® Future Designers, em sua terceira edição, reuniu mais de mil inscritos. Foram meses de trabalho que culminarão na grande final, que acontecerá no dia  25 de outubro, no Clube Nacional, em São Paulo.

Abaixo, o texto institucional do concurso:

Conheça os finalistas do Concurso LYCRA® Future Designers

Após disputada semifinal que aconteceu no L´hotel, na capital paulista, nos dias 10 e 11 de agosto, a marca LYCRA® anuncia os 18 finalistas da terceira edição do Concurso LYCRA® Future Designers. São seis classificados para cada uma das categorias: lingerie, moda praia e jeanswear.
Ao todo nesta edição foram mais de mil inscritos, record de participantes das três edições, e 90 looks avaliados na semifinal por banca formada por profissionais da cadeia têxtil e jornalistas especializados. Acabamento, apresentação, criatividade e modelagem estavam entre os critérios analisados. Segundo os jurados que participaram das edições anteriores, este ano os candidatos estavam ainda mais criativos e destacaram-se os que conseguiram traduzir coerentemente suas ideias e inspirações nas peças. 
Para etapa final, os 18 concorrentes receberão o 2º kit do Concurso com 20 metros de tecido com fio LYCRA® e o desafio será confeccionar cinco looks, seguindo a sua inspiração inicial. Destes, três looks de cada participante serão selecionados para compor o desfile conceitual da grande final, que acontecerá dia 25 de outubro, no Clube Nacional, também em São Paulo. Além da oportunidade de apresentar suas criações a renomados profissionais e formadores de opinião da moda nacional, os três primeiros colocados, um em cada categoria, ganharão uma viagem a Paris, na França, para visitar a Prémiere Vision, feira que é referência na moda mundial.





Finalistas




UNDERWEAR


 Kelly Cristina Scheffer

 Nayara Moia

Lucas Bello Markarian

Iara Caracanha

 Germana Benica

Cristiana Paula dos Santos



JEANSWEAR


 Betto Gomes

Danielly Cristina Narimato

Éber Custódio

David Lee

Mayra Guelber

Rafael Körbes



SWIMWEAR

Adryele Morais Dias

Cacau Junior


Déborah Monteiro Michel

Eleoterio de Jesus Neto

Isabela Barroso de Sousa

Katia de Melo Araujo


Mais detalhes em www.lycrafuturedesigners.com



Tiara Anéis de Saturno

Mais uma vez apresento uma talentosa artista da família do meu maridinho...
Trata-se de Cláudia Figueiredo, a proprietária da marca Anéis de Saturno, que, junto do seu companheiro Luiz e do filho querido Rafa, desenvolve peças belíssimas com design super autêntico. A loja fica na Vila Madalena, Rua Aspicuelta, 369.
Hoje o FFW deu uma nota cuja produção utilizou a super Tiara de Renda que vemos na imagem a seguir. Olha que graça!

Passem também no FFW para ver a nota completa:


Clô Orozco volta a liderar a Maria Garcia

Com a saída de Camila Cutolo da direção da marca Maria Garcia, Clô Orozco, a mulher mais fina que já conheci (foi nesta terça-feira, inclusive!), assumiu a equipe de desenvolvimento de sua marca mais "irreverente": a Maria Garcia.
A coleção de verão 2012, que inaugura essa retomada, vem com inspirações lúdicas! Clô tomou como ponto de partida o clássico conto infantil "Masquerade", do britânico Kit Williams, cujas ilustrações, repletas de combinações inusitadas de cores, "impõem uma influência sutil às estampas, nuances e construções de looks".
Eu adoro essa carinha de menina comportada da Maria Garcia... Claro que com a mistura de acessórios mais ousados!










quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Zara nunca mais!!!



Depois do programa "A Liga" desta terça-feira (16.08), aconselho meus leitores a nunca mais consumirem as cobiçadas pecinhas da Zara! Por quê? Posso justificar com argumentos bem sólidos: além das peças serem cópias de best sellers de grandes grifes, ficou constatado que há trabalho escravo em sua produção, o que, para mim, é abominável!
De acordo com o portal do programa, em todo o Brasil, nos últimos 15 anos, cerca de 42.000 trabalhadores foram resgatados do trabalho escravo.
Mas vocês sabem como caracterizamos um trabalho como escravo?
A Convenção 29 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada pelo Estado Brasileiro, versa sobre o trabalho escravo, classificando-o como o trabalho forçado ou obrigatório exigido de uma pessoa sob a ameaça de sanção e para o qual não se tenha oferecido espontaneamente.
Por sua vez, o artigo 1º da Convenção 105 da OIT, também adotada pelo Brasil, determina a supressão do trabalho forçado ou obrigatório e sua não utilização, sob qualquer forma: a) Quer por medida de coerção ou de educação política, quer como sanção a pessoas que tenham ou exprimam certas opiniões políticas ou manifestem a sua oposição ideológica à ordem política, social ou económica estabelecida; b) Quer como método de mobilização e de utilização da mão-de-obra com fins de desenvolvimento económico; c) Quer como medida de disciplina do trabalho; d) Quer como punição, por ter participado em greves; e) Quer como medida de discriminação racial, social, nacional ou religiosa.
Além disso, a Constituição Federal garante a fixação em lei de um salário-mínimo que seja capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. Adicionalmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (a famosa CLT do presidente GV) reforça a existência do salário-mínimo, garante o limite de 8 horas diárias de jornada, os períodos de descanso (11 horas entre 2 jornadas) e o descanso semanal de, no mínimo, 24 horas. Quer dizer, se estas regras não forem devidamente cumpridas, restará caracterizado o trabalho escravo.
Muitos setores do mercado, que exigem uma produtividade altíssima, utilizam, lamentavelmente, esse tipo de "trabalho". Trabalho? Na minha opinião sequer deveríamos chamar a escravidão de "trabalho", porque nesta palavra está implícito o conceito de dignidade. A escravidão é tortura, é abuso, é desumanidade!
E o que ficou claramente constatado ontem foi o seguinte: em uma das principais “fornecedoras” da rede, 15 pessoas, incluindo uma adolescente de apenas 14 anos, foram libertadas de escravidão de duas oficinas – uma localizada no Centro da capital paulista e outra na Zona Norte. Para sair da oficina, que também era moradia, era preciso pedir autorização.
Segundo o UOL, a investigação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP) iniciou-se a partir de uma outra fiscalização realizada em Americana (SP), no interior, ainda em maio. Na ocasião, 52 trabalhadores foram encontrados em condições degradantes; parte do grupo costurava calças da Zara. As informações puderam ser liberadas agora para não prejudicar os trabalhadores e o processo de fiscalização.
Ainda segundo o mesmo site, o quadro flagrado pelos agentes públicos incluía contratações completamente ilegais, com trabalho infantil, condições degradantes, jornadas exaustivas de até 16h diárias e cerceamento de liberdade (seja pela cobrança e desconto irregular de dívidas dos salários, o truck system, seja pela proibição de deixar o local de trabalho sem prévia autorização). Apesar do clima de medo entre as vítimas, um dos trabalhadores explorados confirmou que só conseguia sair da casa com a autorização do dono da oficina, só concedida em casos urgentes, como quando levou seu filho ao médico.
As condições dos locais de trabalho são visivelmente insalubres. Há poucas janelas, sempre fechadas, a higiene é precaríssma, e a segurança inexiste (foi encontrado um extintor de incêndio cuja data de validade era de 1998!).
Foi mostrado ainda no programa da Bandeirantes o quanto os trabalhadores são pressionados para atingirem a produtividade ideal. Na reportagem de Sophia Reis e Thaíde, foi mostrada uma peça que custou R$ 7,00 para a Zara e que é vendida na loja por R$ 150,00. Detalhe: se a costureira provocar algum defeito na peça, ela tem de pagar pelo preço da loja. Inacreditável!
A empresa disse ter agido para que o fornecedor responsável pela “terceirização não autorizada” pudesse “solucionar” a situação imediatamente, assumindo as compensações econômicas dos trabalhadores e comprometendo-se a corrigir as condições de trabalho da oficina flagrada.
A Inditex – proprietária do grupo Zara  – classificou o caso como “terceirização não autorizada” que “violou seriamente” o Código de Conduta para Fabricantes. De acordo com a Inditex, o Código de Conduta determina que qualquer subcontração deve ser autorizada por escrito pela Inditex. Ocorre que houve contrato com o fornecedor em questão.
Tá e até quando vamos conviver com a ambição da indústria, que aceita esse tipo de postura para vender mais e mais.
Na minha opinião, a Zara merece uma bela de uma retalhação pelo papel ridículo apresentado ontem.
E acho que devemos continuar metendo a boca mesmo: Zara nos TTs!!!
Por um mundo melhor...


Escravidão, só nos belos registros de Debret!